termo usado para definir o contágio simultâneo pelo coronavírus SARS-CoV-2 e pelo vírus influenza
Flurona é o termo usado para definir o contágio simultâneo pelo coronavírus SARS-CoV-2 e pelo vírus influenza. A palavra é formada por flu, significando gripe, em inglês, e rona, de coronavírus. A circulação dos vírus influenza e SARS-CoV-2 ao mesmo tempo é preocupante e de alto risco para a população, sobretudo dos cidadãos mais vulneráveis, uma vez que as duas doenças afectam o sistema respiratório superior. Segundo Salmo Raskin, médico geneticista e diretor do , de Curitiba, no Brasil, casos de coinfecção simultânea por coronavírus e influenza são comuns em vários países do mundo, incluindo o Brasil. No entanto, existem poucos dados epidemiológicos sobre esta condição, uma vez que, dado que os sintomas de ambas as doenças são muito parecidos, geralmente apenas uma das condições é investigada. Durante a pandemia de Covid-19, normalmente quando o resultado dá positivo para Covid-19, não é testada a influenza, impossibilitando o diagnóstico duplo. Os casos de coinfecção costumam ser detectados quando o paciente que apresenta sintomas é submetido a um teste do tipo , no qual uma amostra é analisada para vários tipos de vírus ao mesmo tempo. Estes testes são geralmente feitos em laboratórios privados, não estando a ser priorizados pelos laboratórios públicos diante do cenário da pandemia. Sendo o Sars-CoV-2 um vírus relativamente recente, descoberto há somente dois anos, e estando o influenza controlado entre 2020 e grande parte de 2021, uma vez que as estratégias para combatê-lo são semelhantes às do coronavírus, incluindo o uso de máscaras, distanciamento social, ambientes mais ventilados e higienização frequente das mãos, havendo poucos casos de infecção, não foram ainda possíveis grandes estudos sobre a coinfecção dos dois. Com o aumento dos casos de influenza, após o relaxamento das restrições impostas no combate à Covid-19, calcula-se que estas situações passem a ser mais comuns, permitindo estudá-las melhor. Embora se saiba que os dois vírus podem infectar, inclusive, a mesma célula, a ausência de estudos científicos sobre o impacto da coinfecção não permite aindaavaliar se o quadro de saúde apresentado por um paciente acometido por ambos os vírus será melhor ou pior. De acordo com Raskin, embora a recombinação não seja incomum tanto no grupo dos coronavírus como no dos influenza, a possibilidade de recombinação entre material genético de vírus de ambos os grupos é um evento extremamente raro, nunca tendo sido notificado na literatura médica.
Abstract from DBpedia / Wikipedia · CC BY-SA
Discovered by embedding cosine similarity (sentence-transformers MiniLM, 384-dim).