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A Crise de 1857 teve início com um pânico financeiro nos Estados Unidos causado por um declínio no desempenho da economia mundial e uma super-expansão da economia doméstica americana. Por causa da já considerável interconectividade na economia mundial nos anos 1850, a crise financeira que havia começado no outono (do hemisfério norte) de 1857 se tornaria na primeira crise econômica de escala global. Na Inglaterra, o governo Palmerston apertou os requisitos do Peel Banking Act de 1844 que exigia reservas metálicas em ouro e prata como lastro da quantidade de papel-moeda em circulação. Esse aperto foi o gatilho para o pânico na Grã-Bretanha. Tendo início em setembro de 1857, a reviravolta financeira não durou muito, no entanto uma recuperação satisfatória não ocorreu nos Estados Unidos até a Guerra Civil. Depois da falência da Ohio Life Insurance and Trust Company, o pânico se espalhou a medida em que outras empresas fechavam as portas e a situação financeira da indústria ferroviária se deteriorava e centenas de trabalhadores eram dispensados. Uma vez que os anos que precederam a crise foram prósperos, muitos bancos, comerciantes e fazendeiros assumiram posições arriscadas com seus investimentos e logo foram impactados com a queda dos preços.
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