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Tique

File:Istanbul_-_Museo_archeol._-_Tyche_e_Plutone_-_sec._II_d.C._-_Foto_G._Dall'Orto_28-5-2006.jpg · Wikimedia Commons · See Wikimedia Commons

EntityQ213440· pop 48· linked from 644 articles

divindade mitológica

In the Vinony graph

Within Vinony's link graph, Tique is referenced by 644 other articles, and connects out to Eris, Ancient Greek and Twelve Olympians.

It sits within the topics Abundance goddesses, Daughters of Zeus and Fortuna.

Its subject is documented across 48 Wikipedia language editions.

Key facts

Deity.type
Greek
Deity.name
Tyche
Deity.deity_of
Goddess of Fortune
Deity.member_of
the Oceanids
Deity.image
Istanbul - Museo archeol. - Tyche e Plutone - sec. II d.C. - Foto G. Dall'Orto 28-5-2006.jpg
Deity.caption
Polychrome marble statue depicting Tyche holding the infant Plutus in her arms, 2nd century AD, Istanbul Archaeological Museum
Deity.affiliation
<!-- or
Deity.associate
-->
Deity.cult_center
<!-- or
Deity.cult_centre
-->
Deity.artifacts
<!-- or
Deity.artefacts
-->
Deity.symbol
Mural crown
Deity.consort
<!-- or
Deity.consorts
-->
Deity.parents
Oceanus and Tethys orZeus and Aphrodite orPrometheus
Deity.siblings
Oceanids, the river gods
Deity.Roman_equivalent
Fortuna

via Wikipedia infobox

Wikidata facts

Instance of
water deity
Gender
female
Father
Hermes
Mother
Aphrodite
Image
Tyche Antioch Vatican Inv2672.jpg
Said to be same as
Fortuna
Show 6 more facts
Commons category
Tyche
described by source
The Nuttall Encyclopædia
unmarried partner
Agathodaemon
different from
Tyche
name in native language
Τύχη
Sources (2)

via Wikidata · CC0

Article · Português

Tique (em grego: Τύχη, transl. Tykhe, "sorte"), nos antigos cultos gregos, era a divindade tutelar responsável pela fortuna e prosperidade de uma cidade, seu destino e sorte — fosse ela boa ou ruim. Sua equivalente na mitologia romana era Fortuna. O historiador grego Stylianos Spyridakis expressou de maneira concisa a atração de Tique para o mundo helenístico, repleto de violência arbitrária e reveses desprovidos de significado: "Nos anos turbulentos dos epígonos de Alexandre, uma percepção da instabilidade dos assuntos humanos levou as pessoas a acreditarem que Tique, a amante cega da Fortuna, governava a humanidade com uma inconstância que explicava as vicissitudes da época." Durante o período helenístico era comum que cada cidade venerasse sua própria versão icônica específica de Tique, vestindo uma coroa mural (uma coroa com o formato das muralhas da cidade). Na literatura estas versões recebiam diversas genealogias diferentes, por vezes como filha de Hermes e Afrodite, ou consideradas uma das Oceânides, filhas de Oceano e Tétis, ou Zeus Píndaro. Era associada a Nêmesis e ("bom espírito"), e venerada em Itanos, na ilha de Creta, como Tyche Protogeneia, associada à ("primogênita") ateniense, filha de Erecteu, cujo auto-sacrifício salvou a cidade. Em Alexandria, o Tiqueão (Tykhaeon), templo de Tique, foi descrito por Libânio como um dos mais magníficos de todo o mundo helenístico. Tique aparece em diversas moedas nos três séculos que antecedem o nascimento de Cristo, especialmente nas cidades ao redor do mar Egeu. Mudanças imprevisíveis da fortuna são a força-motriz nas complicadas tramas dos romances helenísticos, como ou Dáfnis e Cloé. Seu culto experimentou um ressurgimento durante outro período de mudanças turbulentas, os últimos dias do paganismo sancionado pelas autoridades, no fim do século IV, entre o reinado dos imperadores romanos Juliano e Teodósio I, que fechou definitivamente os templos. A eficácia de seu caprichoso poder alcançou respeitabilidade até mesmo nos círculos filosóficos da época, embora entre os poetas fosse um lugar-comum insultá-la como uma meretriz inconstante. Existiam templos dedicados a ela em Cesareia Marítima, Antioquia, Alexandria e Constantinopla. Na arte medieval era representada portando uma cornucópia, um timão emblemático e a Roda da Fortuna; por vezes é representada sobre esta roda, presidindo sobre todo o círculo do destino. Na arte de Gandara, Tique tornou-se intimamente associada à deusa budista [en]. O historiador grego Políbio acreditava que, sempre que não se descobrisse as causas de determinados eventos, tais como enchentes, secas ou geadas, estas causas podiam ser atribuídas com justiça a Tique. A constelação de Virgem por vezes é identificada como a figura celestial de Tique, bem como outras deusas como Deméter e Astreia. Na peça de Sófocles sobre Édipo, quando perguntam em qual deidade ele acredita, Édipo responde que Tique, naquela época sinônimo de acaso, ou acaso divino.

Abstract from DBpedia / Wikipedia · CC BY-SA

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